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26 de março de 2009

Mogincual segundo Dhlakama

Segundo o Canal de Moçambique o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, convidou ontem, na cidade de Nampula, a comunicação social, para anunciar as constatações da sua comitiva no distrito de Mongicual, sobre a morte dos doze reclusos na cadeia local, alegadamente para dissipar o que considera de equívocos actualmente existentes.
Segundo Dhlakama tudo se precipitou quando os activistas anunciaram datas concretas em que a cólera poderia eclodir. Ouvir em que datas concretas chegaria a cólera despertou um sentimento de suspeição. Passados dias tal como os activistas haviam prometido começaram a ocorrer os casos de cólera e a doença começou a fazer óbitos. Tal facto cria um grande descontentamento no seio dos habitantes de Mongicual. Aí decidiram apurar “contas com os activistas”.
Na mesma notícia é referido que o presidente da Renamo acusou a Frelimo de tribalista. "Mata pessoas do centro e norte e sempre que há manifestação no sul do país, as coisas terminam bem".

10 de fevereiro de 2009

A acompanhar atentamente

Independentemente, para já, dos motivos que o justificam é muito interessante o esforço ideológico que se verifica, por parte da FRELIMO, sobre (1) a necessidade da existência de uma verdadeira oposição em Moçambique e (2) que essa oposição passe pelo aniquilamento político de Dhlakama.
É como se a FRELIMO sentisse que a sua vitória nas autárquicas foi demasiado grande levando ao desaparecimento de necessários co-responsáveis credíveis para os dias difíceis que se aproximam.
Jorge Rebelo, respeitado ideólogo, com a autoridade que lhe advem do distanciamento, já aflorou o tema em diversas aparições públicas nos últimos tempos.
Na sua habitual crónica no Domingo, Sérgio Vieira incluiu um post scriptum: Precisa Moçambique, a democracia nacional e a FRELIMO dum verdadeiro número um à cabeça da oposição, um histrião não serve. Consta que o edil da Beira se prepara para organizar um verdadeiro partido que agregue as forças da oposição, que merece melhor. A expulsão que vitimou o edil não conta. Coragem engenheiro e como Cesar atravessando o Rubicão, saiba galgar o Chivene.
No Notícias de hoje, Elísio Macamo iniciou, sob o título, Dos que estão contra a política, a publicação do que promete ser um verdadeiro manual sobre o assunto.
A acompanhar atentamente.

27 de janeiro de 2009

"Obama" em apuros

Segundo O País, em manchete de primeira página, a chefe da bancada parlamentar da Renamo, candidata derrotada ao município de Cuamba, diz que Dhlakama perdeu senso e que não embarca no projecto de empossar á força os candidatos da Renamo como presidentes de municípios, mesmo tendo perdido as autárquicas.
Por seu lado o Notícias informa que Eduardo Namburete, candidato derrotado da Renamo ao município de Maputo, é da mesma opinião.

23 de janeiro de 2009

A melhor da semana, do mês...do ano?

"Eu sou o Obama de Moçambique"
Afonso Dhlakama

11 de janeiro de 2009

Abissus abissum invocat

O jornal Domingo, no seu Bula-bula, utiliza esta expressão latina para classificar as recentes tomadas de posição de Afonso Dhlakama, tendo o cuidado de recordar que Camilo Castelo Branco a traduziu prosaicamente por "asneira puxa asneira".
Na minha húmilde opinião o acontecimento abaixo referido é muito mais grave e lesivo para o futuro de Moçambique que qualquer atitude de Dhlakama.
Assim Dhlakama que fique com Camilo! A ATM merece o original latim: "o abismo atrai o abismo"...

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(para aumentar clicar com rato)
Bula-bula
Domingo - 11 Janeiro/2009

6 de janeiro de 2009

Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? *

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Magazine Independente - 7 Janeiro/2009

*Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Frase inicial de um célebre discurso de Cícero contra Catilina, seu adversário nas eleições para cônsul romano em 63 AC. Catilina, tendo perdido as eleições, tentou conquistar pela força o que perdera nas urnas. Foi travado pelo discurso de Cícero e obrigado a fugir de Roma. O texto completo pode ser facilmente encontrado na NET.

18 de dezembro de 2008

Criminalidade

Foi demitido o Comandante Geral da PRM. Em sua substituição foi nomeado o actual Vice Comandante.
O Canal de Moçambique insere a propósito um longo artigo onde procura explicar as razões e consequências de tal medida, associada à actual onda de criminalidade.
Sintomaticamente o artigo conclui que A criminalidade está hoje a níveis nunca dantes conhecidos pondo inclusivamente em causa o actual chefe de Estado cuja continuidade no cargo também se questiona em alguns sectores, num momento em que também o principal partido de oposição se apresenta seriamente desorganizado sob a liderança de Afonso Dhlakama.