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29 de outubro de 2008

Ó poeta, se da memória

Se todo céu fosse seu
Para além do céu
Tudo seu seria um céu
E todo meu eu seria seu

Mas contudo
Nada seu é céu
Nada seu é seu

Hoje és afinal
Flor num jardim confundido

Que me perdoe o poeta as liberdades que tomei na acentuação do poema transcrito. Tal como aparece impresso no jornal não faz qualquer sentido.
Fernando Tomo
Notícias, suplemento Cultura - 29 Outubro/2008

26 de agosto de 2008

Pérolas poéticas (1)


Ecos
O ser humano
Inventou palavras
A cada palavra
Sua semântica

E repete-as!

E repete-as
E vulgariza-as
E desvaloriza-se

Com sua boca
faz com que palavras
de mais puro sentimento
tornem-se vazias

E torna a repeti-las
tornando-as vãs palavras

Pobres palavras
usadas como reféns
da apatia humana

Laize Botas
Escorpião - 26 Agosto/2008