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26 de abril de 2009

Frases

A polícia apresentou, há dias, impressionantes estatísticas dando conta da morte, só na semana passada, de pelo menos trinta pessoas, vítimas de acidentes de viação ocorridos nas estradas do país, que também se saldaram em dezenas de feridos, entre graves e ligeiros.
Outros números divulgados pela Polícia indicam que nos últimos três anos, ocorreram 15.971 acidentes de viação que resultaram na morte de 4.326 pessoas. Compulsando as estatísticas, a Polícia confirma uma tendência do aumento do número de acidentes de viação e, consequentemente, do número de pessoas que sucumbem nas estradas do país.
O facto das estatísticas apontarem os atropelamento de peões, os choques entre viaturas e despistes de viaturas como as causas mais comuns do morticínio nas estradas moçambicanas é um forte indicador de que a causa do problema reside mais na atitude das pessoas perante a condução, do que propriamente na precariedade das estradas ou nas más condições mecânicas das viaturas em circulação.

Editorial
Notícias - 24 Abril/2009
Bicicletas para Maputo

Segundo o Notícias de 5ª feira, cerca de três mil bicicletas de diferentes modelos serão postas no mercado em finais de Maio próximo através de feiras, devendo na primeira fase privilegiar-se os funcionários do Estado residentes na cidade e província do Maputo, para que possam as usar na sua deslocação de e para os locais de trabalho em substituição paulatina dos transportes semicolectivos de passageiros, os “chapa”, que teimam em escassear.
Informa ainda o jornal que a cidade e a província do Maputo vão acolher a fase-piloto da iniciativa já a partir dos meados do próximo mês, sendo que paulatinamente será expandida para os restantes pontos do país.
Não deixa, no entanto, de alertar que o uso de bicicletas é encarado com cepticismo por vários sectores da sociedade dada a precariedade das estradas e a total falta de pavimento nas vias dos bairros de expansão, facto que vai “torturar” os que optarem por pedalar das residências para os postos de trabalho e vice-versa.

21 de abril de 2009

Juchismo à moçambicana

Sob o título Quadros exaltam direcção clarividente de Guebuza, o Notícias refere que uma moção apresentada no final da Sétima Conferência Nacional de Quadros da Frelimo exalta a direcção lúcida e clarividente de Armando Guebuza, presidente do partido. Segundo a moção, em todos os cantos de Moçambique há resultados do desenvolvimento socioeconómico, do crescimento da auto-estima, da crescente consciência de que os moçambicanos devem ser protagonistas das soluções para os seus problemas e marcas visíveis de que acreditam na vitória da luta contra a pobreza.
Ver aqui na íntegra.

15 de abril de 2009

Jogos Africanos 2011

Moçambique vai organizar os Jogos Africanos de 2011. Essa decisão foi tomada na passada 6ª feira, na Reunião Extraordinária do Comité Executivo do Conselho Superior do Desporto em África (SCSA).
Ver a propósito o extasiado artigo publicado no Notícias de hoje.

2 de abril de 2009

Escapados da asfixia

De acordo com o Notícias, quinze reclusos da Cadeia Distrital de Angoche, na província de Nampula, morreram nas últimas duas semanas vítimas de cólera tendo mais de metade dos mortos sido sepultados numa vala comum, por os corpos não terem sido reclamados pelas respectivas famílias.
Segundo o jornal, a não aparição de familiares para reclamarem os corpos faz crer que as vítimas façam parte do grupo que recentemente escapou da morte por asfixia na cela da Polícia em Mogincual e que foi transferido para aquela unidade prisional.
O administrador de Angoche terá dito que até ao momento fala-se da morte de 15 reclusos, mas teremos de trabalhar os dados, já que as autoridades municipais e hospitalares têm dados contraditórios. O que é comum é que oito dos perecidos foram para a vala comum por falta de reclamação dos corpos pelos familiares.
A notícia informa ainda que a cadeia distrital de Angoche conta actualmente com mais de 120 reclusos, contra os 30 da sua capacidade.

1 de abril de 2009

Roubo do desenvolvimento

Com o título Desconhecidos vandalizam estações higrométricas, o Notícias, de 30/3, trazia uma pequena notícia referindo que na região centro do país desconhecidos, pessoas mal intencionadas, têm estado a retirar os instrumentos para medir os níveis de água nos principais rios estes materiais, para o fabrico de catanas e panelas.
Ler a este propósito um interessante post de Carlos Serra, no seu Diário de um Sociólogo, que começa com a pergunta há nas coisas uma coisa, uma substância chamada importância?
Eu respondo que sim, mas prefiro chamar-lhe valor de uso!

30 de março de 2009

Electrificação

De acordo com o Notícias , pelo menos dez sedes distritais de Gaza, Sofala, Nampula, Tete e Niassa serão ligadas à rede nacional de energia eléctrica ao longo do presente ano. O jornal recorda que a energia eléctrica da EDM já chega a quase 90 sedes distritais, com a electrificação de mais de 19 distritos desde o início de 2008 e que o objectivo é a cobertura dos 128 distritos do país até 2013.
Entretanto só em 2008 foram feitas cerca de 105 mil novas ligações, contra as 70 mil previstas, o que representa uma subida em cerca de 10 mil conexões comparativamente a 2007, segundo dados apresentados pelo PCA da empresa.
As cerca de 105 mil novas ligações efectuadas no ano passado contribuíram para que o número de clientes da empresa passasse de aproximadamente 339 mil, em 2005, para cerca de 615 mil, no ano passado, totalizando pouco mais de três milhões de moçambicanos que utilizam a energia da rede pública. O aumento do número dos utilizadores fez com que a taxa de electrificação subisse de 7% para 12% naquele período, também segundo dados apresentados pelo PCA.

28 de março de 2009

As 12 mortes de Mogincual na Assembleia da República

Algumas frases repescadas do Noticias a propósito do debate na Assembleia da República sobre os acontecimentos em Mogincual.

Ministro do Interior, José Pacheco, reafirmou ontem no Parlamento que as averiguações e as autópsias feitas aos perecidos confirmaram que os mesmos morreram por asfixia, devido à superlotação da cela, revelando ter havido uma negligência e falta de zelo da parte da Direcção do Comando Distrital de Mogincual.
"O Governo de Moçambique condena a desinformação e instigação à violência. Por isso, protege e defende as vítimas dos desacatos. Neste contexto, continuaremos a privilegiar a educação patriótica e cívica dos cidadãos", indicou.

Bancada parlamentar da Frelimo considera que houve falta de zelo e profissionalismo por parte dos agentes da lei e ordem no caso da morte, por asfixia, de 12 reclusos numa das celas do comando da PRM no distrito de Mogincual, província de Nampula, e exige a responsabilização criminal não só aos elementos da corporação implicados na tragédia, mas também à Renamo, considerada autora moral da ocorrência.

Deputado José Mateus Katupha, da bancada parlamentar da Frelimo e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República, considerou que em Mogincual foram reeditados os confrontos de Montepuez, Mocímboa da Praia e em outros locais por onde a Renamo e o seu líder acham serem criadas as condições para implantar a sua filosofia de vida social. Afirmou que a filosofia da Renamo tem, invariavelmente, a instigação à desobediência e a desacatos ao poder legalmente instituído como modo de actuação. Tem também o recurso à ignorância das populações vulneráveis à instrumentalização, levando-as a quebrar os mais rudimentares princípios de convivência social, a desinformação e recurso à violência, definição do alvo preferencial e grito alucinatório da fraude como justificação dos seus actos.

Deputado Carlos Jorge Silyia, também da bancada maioritária na AR, afirmou que a morte de 12 reclusos, três agentes da PRM, activistas da Cruz Vermelha de Moçambique e de um comerciante foi causada pela desinformação sobre o uso do cloro para o combate à cólera.
Para Carlos Silyia, o caso de Mogincual é repetição do de Montepuez em que, devido à motivações políticas, o povo foi obrigado a cometer crimes, atacar instituições do Estado e provocar mortes de agentes da Polícia e populações inocentes.
Observou que não há dúvidas que as mortes registadas na cadeia de Mogincual em parte foram devido às condições péssimas em que os reclusos viviam, o que não lhes permitia uma boa respiração.

Porta-voz da bancada parlamentar da Renamo, José Manteigas, afirmou que a morte dos 12 reclusos é uma clara violação da Constituição da República, da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
Questionou se a morte deve ser a pena que deve ser aplicada a um desinformador.
"Não é a Renamo que está no poder. Não é a Renamo que está a dirigir a Polícia. É a Frelimo. Portanto, estes senhores devem ser responsabilizados. Aquelas famílias devem ser ressarcidas, porque lhes foi retirado um chefe de família que dava provento à família. É brincar com pessoas quando se pretende que o fim dum membro da oposição é a morte ou é o tratamento brutal".

26 de março de 2009

Fotografia


Notícias - 26 Março/2009

23 de março de 2009

A constituição dos depredadores e os cruzamentos em Tete

De acordo com o Notícias, vinte e cinco pessoas perderam a vida e outras 16 ficaram gravemente feridas num balanço do ano passado, no distrito de Mágoè, na província de Tete, quando atacadas e devoradas por animais bravios. Na mesma altura os animais à solta mataram 6 bovinos e 36 caprinos. Regra geral os depredadores são constituídos por leões, hienas e crocodilos.
O administrador local precisou que durante o ano passado a incursão de animais bravios nas machambas e aldeias aumentou e em alguns casos resultou na morte de pessoas, destruição de 10 casas, 18 embarcações de tipo canoa, 83 redes de pesca, para além da destruição de vários hectares de culturas diversas, com maior destaque para os cereais.
Ainda segundo o jornal, o distrito de Mágoè está a ser duramente atingido pela seca, o que facilita os cruzamentos frequentes de pessoas com os animais bravios na procura do recurso água para o consumo.
Conclusões do MARP

Segundo a sua própria definição, o MARP (Mecanismo Africano de Revisão de Pares) é um instrumento acordado mutuamente e aderido voluntariamente pelos Estados Membros da União Africana (UA) como um mecanismo africano de auto monitoria.
De acordo com o Notícias, o relatório agora divulgado considera que a conjuntura nacional e regional prevalecente permite acalentar esperanças de que o retorno à guerra em Moçambique é uma hipótese pouco provável, alertando, no entanto, para a existência de factores de natureza político-militar e socio-económica que devem ser tomados em linha de conta na governação política do país para assegurar que a paz, estabilidade e segurança se consolidem. São exemplos desses factores a pobreza que afecta a maioria da população moçambicana, o elevado custo de vida, o desemprego, a exclusão social e a presença de homens armados, entre outros casos.
Ver notícia na integra.

19 de março de 2009

Os asfixiados da Terra

O Notícias e O País confirmam, nas edições de hoje, que a causa da morte dos 12 detidos na prisão de Mocingual foi asfixia devido á exiguidade do espaço em que estavam detidos 48 pessoas, segundo o Notícias, e 34, segundo o O País.
Ambos os jornais, apesar da disparidade de números, apontam como fonte a Comandante Provincial da PRM de Nampula.
O País confirma que, dos 12 mortos, 11 pertenciam ao grupo de 29 detidos quando dos motins em Mocingual devido à desinformação sobre a origem da cólera que grassa na região.
Segundo o Notícias, a cela em que se encontravam os detidos além das reduzidas dimensões só tinha um pequeno buraco para ventilação. Este jornal precisa ainda que informações obtidas junto dos familiares dos finados indicam que os elementos da lei e ordem que estiveram a guarnecer a cela nada fizeram para socorrer os detidos, que gritavam por socorro, não só por causa da falta de ar, mas também das agressões físicas de que estavam a ser vítimas por parte de um dos detidos, de nome Zubair. Este, tido como um perigoso cadastrado, encontrava-se detido indiciado de outros crimes e não os de desinformação à volta da origem da cólera que assola a região.
Entretanto foram demitidos os directores distritais da PIC e da PRM.

Ainda a propósito deste acontecimento ler a crónica de Mouzinho de Albuquerque na secção Opinião do Notícias.

18 de março de 2009

Leitura

Inserido no Caderno Cultural do Notícias de hoje, um muito interessante "conto" sobre o ritual de circuncisão praticado pelos Chopes.
Ler na integra aqui ou aqui.
Não consigo arranjar um título!

Segundo o Notícias, doze pessoas morreram na noite da última segunda-feira para ontem numa das celas do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Mogincual, em Nampula. Dados preliminares apontam como prováveis causas a asfixia resultante do intenso calor que se fez sentir naquela noite, aliado à superlotação da unidade, dado que na véspera foram detidos 29 indivíduos indiciados de desinformação sobre a cólera.

Nota: esta notícia que deve ser lida na integra aqui, deveria constar obrigatoriamente do currículo de qualquer curso de jornalismo. Só aparentemente é uma notícia mal escrita e atabalhoada. De facto, é, só por si, uma manual de desinformação num ambiente de liberdade de informação!

17 de março de 2009

Liberdade de imprensa

Foi tornado público no final da semana passada, pelo MISA (Media Institute of Southern Africa) – Moçambique, o Relatório Anual Sobre a Liberdade de Imprensa em Moçambique relativo a 2007.
Segundo o Notícias, o relatório revela que no ano em análise assistiu-se no país à sofisticação dos meios legais de intimidação de jornalistas, através do recurso abusivo aos órgãos judiciais. Mesmo nos casos em que um simples exercício do direito de resposta poderia esclarecer o que, porventura, tivesse sido representado de forma errónea na informação divulgada, os ofendidos recorreram aos tribunais e que o estado da liberdade de Imprensa e do acesso à informação em Moçambique oscila entre um quadro legal favorável e um ambiente marcado por práticas contraditórias junto de alguns órgãos de soberania e de representantes da autoridade pública a nível local.
Ver notícia na integra aqui.
Entretanto pode ser lido aqui o Relatório Anual do MISA relativo a 2008.

Pergunto: porque só publicar em Março de 2009, um relatório relativo a práticas de 2007?

16 de março de 2009

Vai para o Guinness Book!

De acordo com o Notícias, um grupo de clínicos voluntários de origem coreana constituído por oftalmologistas, enfermeiros, anestesistas e outro pessoal de apoio concluiu com sucesso, no Hospital Provincial de Xai-Xai, um programa de intervenções cirúrgicas a cerca de 90 pacientes padecendo de cataratas, para além da realização de mais de 600 consultas de oftalmologia num período recorde de apenas quatro dias de trabalho.
Fazendo um pequeno cálculo, e partindo de príncipio que o grupo de clinicos trabalhou 24 horas por dia, apura-se que foi feita uma operação por hora e dada uma consulta em cada 9,6 minutos.
É caso para perguntar: quem eram os voluntários? Os coreanos ou os moçambicanos?
Cólera, fome e ensino

De acordo com o Notícias, cerca de dez mil alunos do nível básico de um universo estimado em doze mil inscritos este ano lectivo, no posto administrativo de Quinga, distrito de Mogincual, em Nampula, desistiram das aulas devido à onda de agitação que em muitos casos gera violência que já provocou a morte de três pessoas, além da fome que afecta aquela região, causada pelo fracasso da última campanha agrícola, segundo revelou o director dos serviços locais da Educação, Juventude e Tecnologia.
Recordar aqui os acontecimentos de Quinga.

14 de março de 2009

Combate ao crime

Segundo o Notícias, Moçambique vai dispor de um Plano Estratégico de Combate ao Crime no prazo de 90 dias, cuja elaboração terá como base as reflexões e propostas saídas da Conferência Nacional sobre Criminalidade e Sociedade, terminada ontem em Maputo. A Ministra da Justiça, Benvinda Levy, apelou ao fim das intervenções isoladas no âmbito do combate ao crime, afirmando que tal só conduz a um cenário de acusações mútuas, com os diferentes intervenientes a culparem-se uns aos outros pelos fracassos. Ler aqui na íntegra.

12 de março de 2009

Cólera em Moçambique

A cólera provocou mais 8 mortes em Quinga, distrito de Mocingual, Nampula, informa o Notícias.
Recordar que nesta localidade se verificaram manifestações populares violentas devido à desinformação sobre a cólera, tendo sido linchados pelos manifestantes, entre outros, um activista da Cruz Vermelha de Moçambique. Segundo refere o jornal, o Chefe do posto de Quinga informou que o ambiente é agora mais calmo devido ao trabalho de sensibilização feito pelas autoridades junto da população. No entanto, segundo o mesmo chefe de posto, isso não tem evitado que muitos residentes da localidade continuem a fugir para outras zonas de Mocingual já não por causa da violência mas por acreditarem que alguém anda a disseminar a doença.
Devido a este êxodo da população, alerta o mesmo responsável, este ano vai haver ainda muita fome no nosso posto administrativo, porque as pessoas ao invés de produzirem na machamba, fogem para outras zonas, algumas das quais não reúnem condições para a prática de actividades agrícolas.
Entretanto, na cidade da Beira, foram registadas 3 mortes no Centro de Tratamento da Cólera (CTC).
Cólera e política

Segundo o Notícias, o administrador do distrito de Angoche, província de Nampula, acusa a Renamo de ser a fomentadora das manifestações violentas ocorridas naquele distrito a propósito da desinformação sobre a cólera. Ainda segundo o referido administrador as autoridades tomaram conhecimento da preparação das manifestações assim como das pessoas que estariam envolvidas.
Só que quando os organizadores se aperceberam deste pormenor transferiram as manifestações para outro lugar, baralhando as acções de controlo por parte da Polícia, disse, acrescentando que mesmo depois de nos terem despistado, conseguimos segui-los e detivemos alguns indivíduos.
A maior parte destes confirmamos que são da Renamo, disse, acrescentando que o outro pormenor é que as manifestações foram preparadas e aconteceram em zona sob influência da Renamo.
O administrador referiu ainda que durante as manifestações os populares gritavam dizeres que mostravam a sua simpatia com a Renamo.