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12 de março de 2009

Cólera em Moçambique

A cólera provocou mais 8 mortes em Quinga, distrito de Mocingual, Nampula, informa o Notícias.
Recordar que nesta localidade se verificaram manifestações populares violentas devido à desinformação sobre a cólera, tendo sido linchados pelos manifestantes, entre outros, um activista da Cruz Vermelha de Moçambique. Segundo refere o jornal, o Chefe do posto de Quinga informou que o ambiente é agora mais calmo devido ao trabalho de sensibilização feito pelas autoridades junto da população. No entanto, segundo o mesmo chefe de posto, isso não tem evitado que muitos residentes da localidade continuem a fugir para outras zonas de Mocingual já não por causa da violência mas por acreditarem que alguém anda a disseminar a doença.
Devido a este êxodo da população, alerta o mesmo responsável, este ano vai haver ainda muita fome no nosso posto administrativo, porque as pessoas ao invés de produzirem na machamba, fogem para outras zonas, algumas das quais não reúnem condições para a prática de actividades agrícolas.
Entretanto, na cidade da Beira, foram registadas 3 mortes no Centro de Tratamento da Cólera (CTC).

4 de março de 2009

Na Beira há um ataque de nervos...

Segundo O País, tem lugar na cidade da Beira, 6ª feira e Sábado próximos, a conferência constituitiva do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), formado a partir de uma cisão na RENAMO e dirigido por Daviz Simango, único presidente de municipio não pertencente à Frelimo.
O jornal apresenta uma lista de actuais membros da RENAMO que poderão abandonar esta formação partidária para passarem a pertencer ao MDM. Entre eles a actual chefe da bancada parlamentar na Assembleia da República, Maria Moreno, o porta-voz da mesma banca parlamentar e ex-candidato derrotado ao Municipio de Maputo, Eduardo Namburete, e outros deputados.

Entretanto, do lado da FRELIMO, a situação é também de grandes mudanças. De acordo com o Magazine Independente. corroborado pel' O País, toda a estrutura dirigente da FRELIMO na Beira foi substituida como consequência dos resultados alcançados na últimas eleições autárquicas.

27 de janeiro de 2009

Linchamento

Novo linchamento na cidade da Beira. O 5º desde o início deste mês.
Segundo O País, no ano passado, 15 pessoas morreram, na Beira, vítimas de linchamentos, e outras 48 escaparam graças à rápida intervenção policial. Maior parte dos casos foi registado no bairro da Munhava.

26 de novembro de 2008

Pérola jornalística


Escorpião - 25 Novembro/2008

15 de novembro de 2008

Eleições autárquicas 2008

Em conferência de imprensa, ontem, a candidatura de Deviz Simango exibiu uma filmagem feita com um telemóvel em que 3 destacados elementos da Renamo da Beira confessam ter sido comprados pela Frelimo para tentar inviabilizar a candidatura de Simango. O video foi mais tade exibido pela STV (canal de televisão privada) no noticiário das 20:00.

14 de novembro de 2008

Eleições autárquicas 2008

A propósito da campanha eleitoral na Beira, informa O País que "apoiantes do candidato independente Daviz Simango inviabilizaram a intenção do candidato da Frelimo, Lourenço Bulha, de inaugurar três fontanários na Unidade 21, bairro de Inhamízua."
A administradora da cidade interrogada pelo jornal sobre a legitimidade de Bulha inaugurar obras do Estado, respondeu "que não havia nenhum problema, porque o governo é da Frelimo e Bulha é candidato da Frelimo, por isso, podia inaugurar a obra."
Eleições autárquicas 2008

Segundo o Canal de Moçambique : "A edição do semanário ZAMBEZE desta quinta-feira esgotou em poucos minutos depois de ser posta à venda na cidade da Beira. Várias pessoas enveredaram por uma procura desenfreada dos exemplares que normalmente são postos à venda. O preço de capa do jornal é de 20,00 MT mas chegou-se a pagar por um exemplar 100,00 MT"
"Segundo dezenas de telefonemas feitos para os responsáveis da delegação daquele órgão na Beira e em Maputo, a intenção foi de queimar os exemplares para impedir que pudesse chegar ao grande público."
"A grande procura do jornal é atribuída a uma manchete sobre a venda ilegal de terra urbana feita pelo candidato do Partido Frelimo, Lourenço Ferreira Bulha, quando ele próprio exercia o cargo de Presidente da Assembleia Municipal da Beira."
"Foi reportado por alguns ardinas à direcção do ZAMBEZE que agentes da Polícia de giro estiveram envolvidos a obrigá-los a ceder os exemplares que transportavam para que não entrassem no circuito comercial normal. Não havendo evidências, a direcção do jornal recomenda que seja apresentada queixa directa nas esquadras da PRM para que oficialmente às autoridades seja permitido intervir para por termo a acções indecorosas que alguns dos seus agentes possam voltar a empreender."

8 de novembro de 2008

Grande Hotel da Beira

O “caso” Grande Hotel é um problema antigo, conhecido na cidade da Beira e reportado várias vezes.(...)
A Associação Muçulmana de Sofala já se solidarizou, construindo algumas casas na zona da Munhava, que albergaram dezenas de famílias.
Sabe-se, no entanto, que o número de famílias a viver no Grande Hotel, tende a crescer. Parte dos beneficiários das casas da Munhava somente recebeu as chaves, mas não vive lá, preferindo arrendá-las para continuar no Grande Hotel. Uma outra parte ocupou as casas naquele bairro, mas mantêm as “flats” do Grande Hotel, arrendando-as a preços que variam de 100 a 250 meticais/mês.
O Grande Hotel tem “capacidade” para 400 famílias, mas residem mais de 800, entre elas estudantes universitários provenientes de outras regiões do País e que não têm parentes naquela urbe, oficiais da PRM, e trabalhadores da Função Pública. Até as suas caves foram ocupadas!
Muitas casas de banho viraram quartos. Pessoas de má fé têm retirado o corrimão para alimentar o negócio de sucata. Sabido que o edifício não possui corrente eléctrica, muita gente já caiu das escadas, principalmente os bêbados. Há o registo de três óbitos no passado mês de Outubro.Às vezes só encontramos logo de manhã uma pessoa morta, sem sabermos o que teria acontecido. Neste mês (Outubro) tivemos dois casos. Algumas desses mortos vinham embriagados, porque não temos corrimão nas escadas pois o ferro foi retirado para a sucata - disse o chefe da Unidade Comunal no Grande Hotel, João Gonçalves.(...)
PARTIR VARANDAS PARA VENDER AS PEDRAS
Os problemas não param por aqui. Algumas paredes de varandas do Grande Hotel já não existem, porque oportunistas destríram-nas retirando pedra para vender a privados que posteriormente usam na construção:
Por vezes nós, moradores, é que somos culpados dos problemas que se vivem aqui. Já imaginou, senhor jornalista, partir a sua própria varanda para levar a pedra e depois ir vender aos montinhos? Fica muito complicado gerir este tipo de caso - disse o Secretário do quarteirão sete, Orlando Joaquim Grande que reconheceu que este facto poderá ter repercussões dramáticas nos próximos tempos.(...)
FECALISMO: UMA “CULTURA”
O fecalismo a céu aberto é um problema já bicudo no Grande Hotel. Já se tornou “cultura”. Tudo porque, em princípio, não existe um sistema de abastecimento de água naquele local, muito menos sanitário. As pessoas fazem as necessidades maiores nos plásticos e à noite lançam pelas janelas. Outros preferem fazê-lo na praia e/ou nas áreas próximas do edifício.
A minha casa era um quarto, sala e casa de banho, mas porque a família é grande preferi destruir a casa de banho onde passei a dormir. Por isso, nas noites defecamos nos plásticos e deitamos pela janela. Isto é assim mesmo meu irmão, não há maneira. A vida está difícil - referiu Orlando Grande.
(...)
Nica disse que tem sido difícil conviver com esta situação. Às vezes estou a atender os meus clientes e de repente alguém lança dejectos e suja o indivíduo. Isto não é nada bom.

Notícias - Suplemento Sofala - 4 Novembro/2008

7 de novembro de 2008

Eleições autárquicas 2008

Incidências da campanha
Contra todas as expectativas continuamos a assistir em algumas autarquias do país actos atentatórios à ordem, civismo e espírito de convivência pacífica que se pretende caracterizem a campanha eleitoral rumo à votação de 19 de Novembro.
Violência mancha campanha na Beira
Actos de violência persistem na campanha eleitoral, na cidade da Beira. Os membros da Renamo divdidos entre Daviz Simango e Manuel Pereira foram os protagonistas da mais recente agressão. Apoiantes de Manuel Pereira agrediram, na manhã de ontem, um jovem apoiante de Daviz Simango, no Bairro do Aeroporto