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28 de março de 2009

Izilda


Fotografia de satélite do ciclone IZILDA, que assolou a costa de Moçambique na última 5ª feira.
Mais informações aqui.

Adenda de 30/3: de acordo com os Serviços Metereológicos Nacionais o ciclone foi considerado extinto no sábado. Entretanto a TVM informou hoje que, na província da Zambézia, 180 famílias tiveram que ser evacuadas de suas casas e que mais de 2600 hectares de culturas diversas foram destruídas durante os três dias de fortes chuvas causadas pelo IZILDA.

20 de março de 2009

Linchamentos

Segundo O País, o distrito de Nicoadala, província da Zambézia, é o que regista o maior número de linchamentos de individuos acusados de feitiçaria para "prender a chuva". Na cadeia de Quelimane encontram-se presos 20 acusados por 3 mortes e 11 feridos, incluíndo uim casal que foi incendiado no interior da sua casa.
O jornal regista que desde o ano passado tem chovido irregularmente na região.
Como é que chove em Tete e não chove aqui em Nicoadala? É porque alguém está a "prender a chuva", defende um dos habitantes que diz que vai perder toda a produção de arroz que tem na sua machamba.
Ano passado nós pegámos um desses feiticeiros, apertámo-lo até que aceitou que havia muita chuva, mas que ele "prendeu" e nós tinhamos que dar duas cabeças de boi para ele "desamarrar" a chuva, mas como não temos dinheiro, ficou assim, não está a chover, explicou o camponês que deplora a atitude da polícia, que prende os que recorrem ao uso da força para forçar os supostos feiticeiros a "desamarrar" a chuva.
Ainda segundo O País, no distrito de Inhassunge, também província da Zambézia, cinco anciãs deram entrada no hospital local, vitimas de agbressões por serem acusadas de feitiço e causarem doenças que assolam a região, para além de "prenderem a chuva" e provocar o amareleciemento letal dos coqueiros.

8 de março de 2009

Matar em nome da chuva

"Na machamba dele sai alguma coisa, mas na minha não sai nada. Como é que o meu vizinho está a comer e eu não?". De acordo com Bento Venâncio, no Domingo de hoje, esta pergunta explica os acontecimentos de Maquival, Zambézia, onde, em nome da chuva, moçambicanos foram mortos sem contemplações, sem remorsos, alegadamente porque estavam a guardar a chuva apenas para eles e respectivas famílias.
Como diz o autor do trabalho, num misto de inquietação, luto e fome, viúvas e viúvos choram hoje os seus mortos; os feridos recuperam no hospital, sem que a chuva caia, apesar da tragédia já consumada.
Ler na integra aqui.

4 de março de 2009

Comidos pelos crocodilos

De acordo com o serviço noticioso de ontem da TVM, pelo menos 15 pessoas foram mortas por crocodilos nos últimos três meses, enquanto procuravam comida no rio Shire, afluente do Zambeze, no distrito de Morrumbala, província da Zambézia.
Esta procura de comida no rio é devida ao aumento da fome em algumas zonas de reinstalação de populações deslocadas devido às cheias do Zambeze.
O Director provincial da agricultura da Zambézia foi citado como tendo dito que a população de crocodilos tem aumentado na área e que as autoridades não são capazes de impedir os ataques a seres humanos.
De acordo com o mesmo responsável, as autoridades estão a fazer todos os possíveis para reduzir o número de crocodilos, dando armas e treinamento aos locais para lidarem com a situação. Só em Morrumbala foram entregues três armas de fogo.

7 de fevereiro de 2009

Amarradores de chuva

De acordo com o Notícias, três mortos, doze feridos, vinte e cinco casas queimadas, cento e três pessoas desalojadas, infra-estruturas sabotadas e doze cidadãos detidos constitui o balanço preliminar da onda de linchamento e escaramuças que se registam desde há duas semanas em diferentes regiões da província da Zambézia resultantes de acusações de “prisão” da queda de chuvas.
É ainda referido que as principais vítimas desses linchamentos são negociantes, jovens empreendedores e proprietários das salinas ou outros cidadãos que gozam de uma estabilidade social nas comunidades onde residem, acusados de “amarrarem a chuva” para prejudicar os pobres.
E a notícia termina dizendo que há uma forte crença entre as comunidades de que os que estão socialmente bem na vida tal não é fruto do trabalho abnegado, mas sim do poder mágico.

17 de janeiro de 2009

Cheias

Segundo o Notícias, cerca de 1270 pessoas dos distritos de Chinde e Mopeia, província da Zambézia, abandonaram, esta semana, as zonas vulneráveis às inundações e cheias onde residiam, tendo se refugiado em locais mais seguro.
Parte dessas pessoas refugiou-se nos bairros de reassentamento criados em 2008 para as vítimas das cheias registadas nesse ano. As medidas visam evitar o pior em caso da ocorrência de inundações e cheias, face às chuvas persistentes nos países a montante, sobretudo no vizinho Zimbabwe. As autoridades da província prevêem que cerca de 140 mil pessoas poderão ser afectadas por diversas calamidades, como inundações, cheias e ciclones, durante o corrente ano
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30 de novembro de 2008

Ladrões e feiticeiros

O sociólogo Carlos Serra, publicou no seu blog Diário de um Sociólogo um conjunto de gráficos em que analisa os resultados de 3 perguntas feitas a alunos da instrução primária das províncias da Zambézia, Inhambane.
As perguntas foram:
1 - o que se deve fazer a um ladrão?
2 - o que se deve fazer a um feiticeiro?
3 - quem é mais feiticeiro: o homem ou a mulher?

7 de novembro de 2008

Cólera em Manica

Pode ler-se no Notícias de hoje que Quinhas Fernandes (director provincial de Saúde da província de Manica) afirmou que "a equipa do MISAU deverá colher as amostras da água da lagoa onde a população recorria para buscar aquele recurso para consumo, dos poços e do próprio rio Zambeze, no sentido de determinar, em análises a serem realizadas em Maputo, se terá sido esta ou não a fonte do vibrião que transmite a doença.". Ainda segundo o mesmo responsável "a preocupação do MISAU surge da necessidade de esclarecer as causas que estarão por detrás da alta taxa de ataques de cólera em Chinda, uma zona considerada virgem, ou seja, onde nunca se registou um caso da doença" sendo igualmente considerada estranha a rápida propagação da epidemia, que em menos de três dias matou 37 pessoas.
Informa ainda o Notícias que, no distrito do Alto Molócué, província da Zambézia, "o primeiro caso desta enfermidade foi detectado no dia 24 de Outubro e até ao momento foram registados 59 casos, sem nenhum óbito."
Pergunto - qual será a influência da seita Johan Marangue junto da população da província da Zambézia?