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1 de novembro de 2008
28 de outubro de 2008
Blog moçambicano
O magnífico blog Diário de um sociólogo, do moçambicano Carlos Serra encontra-se entre os 11 melhores blogs do mundo em lingua portuguesa.
De leitura obrigatória.
Carlos Serra, sociólogo, professor no Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, é autor de várias obras de referência para a compreensão do panorama social moçambicano. Destaco Em cima de uma lâmina, estudo sobre a precaridade social em 3 cidades de Moçambique, Cólera e catarse, Racismo, etnicidade e poder.
12 de outubro de 2008
5 de outubro de 2008
Leituras (19)

(...)Foi tanto tempo a querermos ser futuro que chegámos a ele com aquela pressa demasiada ao que acontece agora e, por isso, estamos reféns de um presente que nos assusta, nos demite de sonhar qualquer coisa melhor como possível.
(...)Toda a vida comprarei tudo a prestações e em segunda mão. Menos os livros que escrevo. E mesmo os livros que escrevo são outra verdade relativa: É que vivo num país com treze milhões de analfabetos. Não sei, por essa razão, se sou eu que os ignoro ou serei eu um ignorante com causa nisso.
(...)O poeta não é um fingidor. Foi. E isso, há muito tempo. O poeta, agora, é um não fingidor a tentar mostrar que é muito sério do que parece. Não tendo verdades, nem terríveis nem altíssimas, o poeta é um vulto que está sempre a perguntar por onde é que andam os outros. Mais fingidores que o fingidor que lhe atríbuem, menos clarividentes que o tonto com que o rotulam. O poeta não é um chato. O poeta é um chato nos chatos dos outros. Um chato que se chateia com a chatice dos chatos que têm chatos onde o poeta é chato.(...)
(...)Toda a vida comprarei tudo a prestações e em segunda mão. Menos os livros que escrevo. E mesmo os livros que escrevo são outra verdade relativa: É que vivo num país com treze milhões de analfabetos. Não sei, por essa razão, se sou eu que os ignoro ou serei eu um ignorante com causa nisso.
(...)O poeta não é um fingidor. Foi. E isso, há muito tempo. O poeta, agora, é um não fingidor a tentar mostrar que é muito sério do que parece. Não tendo verdades, nem terríveis nem altíssimas, o poeta é um vulto que está sempre a perguntar por onde é que andam os outros. Mais fingidores que o fingidor que lhe atríbuem, menos clarividentes que o tonto com que o rotulam. O poeta não é um chato. O poeta é um chato nos chatos dos outros. Um chato que se chateia com a chatice dos chatos que têm chatos onde o poeta é chato.(...)
21 de setembro de 2008
Leituras (16)

(...)Quando um doador nos oferece dinheiro para, nas suas palavras, "equilibrar" o nosso orçamento o que quer ele dizer? Equilibrar o orçamento quer mesmo dizer equilibrar o orçamento? Que orçamento? Quando 0 orçamento do Estado moçambicano é, em cerca de dois terços, de origem externa, ou melhor ainda, uma dádiva de caridade, o que se quer dizer quando se fala dele? É mais do que evidente que quando um doador emprega esse termo está, realmente, a desafiar-nos para procurarmos a implicatura.
Não está a falar das receitas que o Estado colhe do suor dos moçambicanos para poder gerir a comunidade que somos. Está a falar, muito provavelmente, de tudo quanto o nosso Estado deve fazer para continuar a agradar os seus samaritanos. Está a falar da agenda política externa que acompanha esses dinheiros para trivializar o nosso processo político. Está a falar da irrelevância das nossas instituições e do poder disciplinar que os doadores exercem sobre elas. Parece duro ter de reconhecer isto, mas é também uma oportunidade. É uma oportunidade que temos de apreciar como as palavras nos fazem e, no processo, vislumbrar espaços de manobra. Sem revolução nem guerrilha.(...)
Não está a falar das receitas que o Estado colhe do suor dos moçambicanos para poder gerir a comunidade que somos. Está a falar, muito provavelmente, de tudo quanto o nosso Estado deve fazer para continuar a agradar os seus samaritanos. Está a falar da agenda política externa que acompanha esses dinheiros para trivializar o nosso processo político. Está a falar da irrelevância das nossas instituições e do poder disciplinar que os doadores exercem sobre elas. Parece duro ter de reconhecer isto, mas é também uma oportunidade. É uma oportunidade que temos de apreciar como as palavras nos fazem e, no processo, vislumbrar espaços de manobra. Sem revolução nem guerrilha.(...)
Biblioteca (6)
Biblioteca (5)

O plano que pretendo adoptar é este: depois de a explicar resumidamente, num capítulo preliminar, o que é a tribo tsonga, pego num indivíduo e sigo-o sempre, durante toda a sua vida, desde o nascimento até à morte. A história da evolução dum homem e depois duma mulher constitui a primeira parte deste livro.
Em seguida passo ao primeiro organismo social formado por esses indivíduos e estudo a vida da família e da aldeia, que em resumo não é mais que uma família ampliada.
As aldeias formam o clã e a tribo. A vida nacional será o objecto da terceira parte, onde trato principalmente do chefe, da corte e do exército.
A vida agrícola e industrial, assim como a vida literária e artística, são estudadas em seguida, como manifestações colectivas da vida da tribo, e por fim consagro um lugar considerável à vida religiosa e às superstições, procurando penetrar na alma da tribo e compreender as manifestações múltiplas da sua vida mental, que teve sempre para mim um interesse especial.
H.A. Junod
Biblioteca (4)
Nem Pai nem Mãe é um ensaio antropológico que aborda as relações de parentesco entre os macuas (norte de Moçambique). Christian Geffray desenvolveu, entre as populações de língua macua desta região - que contam mais de 3 milhões de pessoas -, um longo e exaustivo trabalho de investigação em que procura descrever as práticas sociais (que a partir do segundo capítulo do livro devem ser situadas nos anos 30, nas vésperas da submissão das populações à cultura forçada colonial do algodão) destas populações, (...). Mas o objectivo último de toda esta investigação é sem dúvida a descodificação do significado de parentesco. Serão factos sociais que o determinam? Será que o parentesco não é de facto um pacto biológico? Como dissociar a noção da palavra parentesco das palavras paternidade, maternidade, consanguinidade? (...)
27 de agosto de 2008
Biblioteca (3)
Socorro-me das palavras da minha amiga Sara Jona na cerimónia de lançamento do livro.
(...)
Em Mulungu o autor coloca-nos perante uma reflexão sobre as nossas crenças, a nossa condição de indivíduos com múltiplas identidades, delicia-nos com mitos, costumes, crenças e feitiços de uma região africana e questiona o poder absoluto de alguns políticos africanos.
Em Mulungu o autor coloca-nos perante uma reflexão sobre as nossas crenças, a nossa condição de indivíduos com múltiplas identidades, delicia-nos com mitos, costumes, crenças e feitiços de uma região africana e questiona o poder absoluto de alguns políticos africanos.
Ver texto completo.
24 de agosto de 2008
23 de agosto de 2008
Biblioteca (1)
Há mais bicicletas em Moçambique – mas a maior parte das pessoas anda a pé. A mudança é visível em toda a parte, com mais crianças na escola e mais pessoas com telemóvel. Está a acontecer desenvolvimento, mas não com a rapidez suficiente. E muitas pessoas são mais pobres agora do que há década atrás. O debate cada vez mais intenso sobre a política de desenvolvimento concluiu por uma mudança de foco para os distritos e pela mensagem do Presidente Armando Guebuza de que as pessoas devem deixa de estender a mão a pedir ajuda.
Este livro é uma pequena contribuição para o debate, a levantar questões sobre estratégia e apelando a maior ênfase na economia. Pergunta-se como pode Moçambique parar de estender a mão pedindo ajuda aos investidores estrangeiros para acabar com a pobreza e, em vez disso, criar a sua própria estratégia de desenvolvimento.
Este livro é uma pequena contribuição para o debate, a levantar questões sobre estratégia e apelando a maior ênfase na economia. Pergunta-se como pode Moçambique parar de estender a mão pedindo ajuda aos investidores estrangeiros para acabar com a pobreza e, em vez disso, criar a sua própria estratégia de desenvolvimento.
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