Mostrar mensagens com a etiqueta Mulher. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulher. Mostrar todas as mensagens

7 de abril de 2009

A homenagem tem limites...


O País - 7 Abril/2009

24 de março de 2009

Kutchinga

Prática tradicional em que, oito dias após a morte do marido, a viúva é "purificada" sexualmente por um um parente (prioritariamete um irmão) do falecido.
Segundo O País, durante uma visita a Boane, provincia de Maputo, a esposa do Presidente da República apelou aos líderes comunitários para encontrarem alternativas a essa prática dado que a mesma constitui um dos grandes veículos de transmissão do HIV/SIDA.
Segundo o jornal, Maria da Luz Guebuza terá afirmado "Não estamos contra kutchinga, nem queremos proíbir a sua prática. Os nossos líderes deverão encontrar uma saída para resolver este problema, porque contribui para a propagação do vírus."
Os líderes comunitários ter-se-iam manifestado no sentido de que, sendo uma prática milenar, não deixará de existir.

12 de outubro de 2008

Leituras (20)

Maputo e Gaza
O significado da viuvez para a mulher

(...) No quadro dos valores culturais emanadas das normas costumeiras, acredita-se que a morte e um fenómeno associado a implicações malignas que exige um tratamento especial para a pessoa directamente atingida ou para a família inteira. Este tratamento na área patrilinear e designado por kubassisa e na sociedade matrilinear por namurapi, um dos termos mais usuais por nós encontrado.
Estes rituais, conforme se pode constatar, existem tanto no sistema matrilinear como no patrilinear e todos eles têm um fundamento comum que se baseia nas seguintes crenças:
A morte produz uma situação de perigosa impureza que afecta a comunidade e que põe em estado negro a viuva e o viúvo. A/o viuva/o têm que ser purificados para evitar que o estado negro criado pela morte venha a provocar infortúnios na sua vida futura como, por exemplo, doença dos filhos, esterilidade da viuva depois de contrair novo casamento e instabilidade no novo lar.
A investigação mostrou muitas vezes que os rituais de purificação são utilizados como testes para legitimar a "culpabilidade" da mulher na morte do marido. A titulo de exemplo, uma das viuvas por nós entrevistadas revelou: "A cerimónia foi dirigida pelas anciãs familiares do meu marido. Amarraram-me com um pano preto e tive de ficar de pernas abertas em frente de uma fogueira; se urinasse estaria isenta da responsabilidade da morte do meu marido, caso contrário culpada".
A Verdade - 24 Setembro/2008