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17 de março de 2009

Ensino

De acordo com o Canal de Moçambique, o governador de Manica afirmou à imprensa local que o governo a seu cargo decidiu passar uma vassourada no sector provincial de Educação e Cultura, por neste terem sido notadas várias lacunas no controlo e uso dos fundos do Estados atribuídos anualmente ao sector estatal.
Segundo o jornal o facto notou-se nalguns estabelecimentos de ensino onde os valores locados para sustentar algumas despesas pura e simplesmente desapareceram e ou foram desviados para outros fins.
Ainda de acordo com a notícia há desvios de salários de professores falecidos há mais de 4 anos.

16 de março de 2009

Cólera, fome e ensino

De acordo com o Notícias, cerca de dez mil alunos do nível básico de um universo estimado em doze mil inscritos este ano lectivo, no posto administrativo de Quinga, distrito de Mogincual, em Nampula, desistiram das aulas devido à onda de agitação que em muitos casos gera violência que já provocou a morte de três pessoas, além da fome que afecta aquela região, causada pelo fracasso da última campanha agrícola, segundo revelou o director dos serviços locais da Educação, Juventude e Tecnologia.
Recordar aqui os acontecimentos de Quinga.

6 de janeiro de 2009

Leitura

O PR foi ao Parlamento declarar que o estado da nação é bom. Mas 70-80% de reprovações indicam que se está na negativa num sector essencial para o desenvolvimento do país. Daqueles que reprovaram muitos não continuarão estudando. Vão desse modo engrossar as fileiras dos desempregados e dos que não concluíram o último nível de educação a que se candidataram.
O país sente necessidade de uma massa crítica de trabalhadores possuidores dos conhecimentos indispensáveis para a execução de trabalho com a qualidade necessária. Se as pontes ou aquedutos sofrem danos precoces em decorrência de construção precária, se o trânsito é interrompido na principal rodovia do país porque o sistema de escoamento de águas pluviais não aguentou com as chuvas que caíram comos me verificou recentemente em Inhambane, isso tudo deve-se à incapacidade de projectar, realizar e fiscalizar obras, o que nos leva ao sistema de educação que o país possui. Quando a fome é crónica nalguns lugares do país, quando os rendimentos agrícolas são extremamente baixos, quando não se faz o aproveitamento económico possível dos recursos existentes isso é um dos derivados de uma educação distante das necessidades do país. É aqui que se vê que no essencial a governação está a falhar liminarmente. Não temos gente com formação capaz de permitir que o País se desenvolva porque os últimos anos de formação, de dita Educação, foram um fracasso que os números não deixam mentir.
(...)
Há relatos até televisivos de que alunos da terceira classe não sabem ler. Até alunos de níveis mais altos com certificados na mão, não sabem ler nem escrever. É o falhanço total das Educação e é preciso que alguém seja responsabilizado por isso. Mas parece que estamos como quanto à criminalidade. Nunca há quem responda por isso. E depois são esses que deixam as coisas chegar a este ponto que nos vêm falar de patriotismo e de auto-estima?
O discurso de um aluno pré-universitário aproxima-se de um estudante da nona classe. Num sistema funcional de Educação quanto mais graduado for um cidadão mais se espera dele. No nosso caso os diplomas só garantem quantos anos os alunos andaram na escola, não garante que tenham aprendido mais por lá terem andado a obter diplomas mais anos.
(...)
O governo do dia falhou e o país tem de exigir contas disso. A derrocada vai avolumar-se se nada for feito já. É treta quando se fala em combater a pobreza com estas condições e muita outra legislação conexo com que são nos andam a enganar. Nenhum empregador pode pensar em investir com as leis trabalhistas que temos quando vistas na perspectiva desta educação vergonhosa que temos, salvo algumas honrosas excepções que têm mais a ver com mérito de certos estudantes e professores individualmente do que com boa governação.
Noé Nhantumbo
Canal de Moçambique - 6 Janeiro/2009

30 de dezembro de 2008

Exames da 12ª classe

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O País - 30 Dezembro/2008

1 de dezembro de 2008

Ensino

Ainda não é conhecida a data de publicação dos resultados dos exames de 1ª época da 12ª classe, informa o jornal O País. De acordo com a notícia, o responsável pela Comissão de Exames do MEC explicou que a demora se deve à complexidade do sistema electrónico que este ano foi introduzido para correcção de exames.
O jornal explica que este software exige um código que foi atribuido a cada aluno havendo, no entanto, alunos que, por razões de vária ordem, até à data do início da realização dos exames, não tiveram acesso a este dispositivo, facto que tornou o sistema muito complicado. Este atraso e erros cometidos pelos estudantes originaram que dos mais de 50 mil examinandos, 15% não conseguiram preencher correctamente os respectivos códigos.
Sem o código individual correcto, as provas de exame não podem ser introduzidas no sistema de correcção electrónico.

28 de novembro de 2008

Ensino

Notícia o jornal O País que "98 estudantes da Universidade Pedagógica foram expulsos daquele estabelecimento de ensino superior, alegadamente por apresentarem certificados de habilitações literárias falsos."
O jornal refere explicitamente o caso do Secretário Executivo da OJM (Organização da Juventude Moçambicana) da cidade de Maputo.
Refira-se que durante o 1º semestre deste ano a Universidade Pedagógica já expulsara outros 140 alunos pelas mesmas razões.
Os estudantes expulsos "ficam interditos de se matricular, inscrever ou realizar exames na UP durante os próximos 3 anos lectivos".
A mesma notícia pode ser lida no Notícias, não fazendo, no entanto, referência ao responsável da OJM expulso. >>>

27 de novembro de 2008

Ensino

Continuando o trabalho de ontem, o jornal O País divulga hoje mais resultados dos exames da 10ª classe ao nível da cidade de Maputo.
Assim num universo de 5.473 examinandos das escolas Josina Machel, Malhazine e Noroeste 1, apenas 1.529 foram aprovados. Na Josina Machel houve 83,1% de reprovações.
Segundo o jornal os directores das escolas "não encontram explicação para esta situação, sendo que apenas prometem estudar as causas do baixo aproveitamento e daí encontrar soluções para o problema". Os alunos por seu turno, "para justificarem o insucesso, alegam que as matérias nas quais se prepararam não foram as avaliadas".

26 de novembro de 2008

Ensino


O País - 26 Novembro/2008

25 de novembro de 2008

Universidade

De acordo com o País realizou-se no dia 22 uma cerimónia de graduação de 564 estudantes da Universidade Eduardo Mondlane. Com este grupo o número total de graduados em 2008 foi de 1600.
"Intervindo na cerimónia de graduação, o reitor da UEM, Filipe Couto, considerou que, apesar de existirem avanços significativos no que tange ao processo de formação naquela universidade, o número de graduados contínua bastante infimo a valiar pelo nível de procura que se verifica nos últimos tempos. Com efeito, o reitor recordou que só este ano, 2008, cerca de 14000 estudantes procuraram a UEM, dos quais apenas 4 mil estudantes foram atendidos, tendo os restantes 10 mil ficado de fora."
Ver abaixo composição do último grupo de licenciados.
Entretanto alguns dos licenciados entrevistados pelo jornal "lamentaram a questão da falta de emprego com que se debatem os estudantes universitários, após a formação."

21 de novembro de 2008

Fotografia


Notícias - 21 Novembro/2008

28 de outubro de 2008

Abuso sexual



O País - 27 Outubro/2008